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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Poema Para os Franciscos

Poema Para os Franciscos  26/06/14

A guerra está rolando, o caos está à solta, e o Francisco começa a sua luta do dia a dia.
Sem garantia de que vai chegar ao trabalho e nem se irá voltar para a janta.
As pernas cansadas, o suor do árduo trabalho, ele volta a pensar se isto tudo vale mesmo a pena.
Mas se não trabalhar, não irá conseguir por a comida na mesa.

Acorda cedo, toma um café rápido, e vai ao trabalho,
Durante o percurso, presencia um roubo, a vítima reagiu e logo leva um tiro,
Alvoroço, correria, gritaria, mais uma vida perdida e mais uma família sentida com a morte de seu familiar que nada fez de mal.


Francisco não tira da cabeça a agonia que é ter um trabalho pesado pra fazer, para receber pouco, mal dá pra sustentar a família e ainda assim, passar por grandes perigos.
Ele já não aguenta viver assim, com tanta violência, pouco respeito e pouco mérito.
Mas enquanto Francisco reflete sobre sua vida, ele vai ao trabalho, continuar sua vida, sustentar sua família, afinal, se ele não fazer, quem irá fazer?

João Gabriel de Almeida Araújo 2014

quinta-feira, 6 de março de 2014

A Guerra Nunca Acaba

A Guerra Nunca Acaba 06/03/14

A cabeça dói, sinto a pulsação, ouço cada gota d'água cair ao chão.
E me dizes então, que a guerra não é em vão...
A cada passo do jogo, a cada traço de morte, cheque-mate! A paz e a justiça perderam mais uma vez.
O céu agora fechado, a grama agora seca, vejo milhares de rostos, um sorriso sequer não da pra ver.

Os dias não nascem para as famílias, as horas não passam para as viúvas.
São laços quebrados e histórias acabadas, ir para o próximo capítulo da vida com um pedaço seu faltando.
Um dia ter a sorte de estar jogando a granada e no outro o azar de ser explodido por uma,
São os jogos de guerra, onde são os velhos fardados que jogam e os jovens são os que morrem.

E deixam os jogos rolarem, sem ver os prejuízos, a ambição fala mais alto.
Disputas de terras ou disputas de status, não importa o que seja, mas querem ter e guerreiam por isso.
Guerra a cada guerra, as pessoas vão morrendo e são os bárbaros que sobram.

João Gabriel de Almeida Araújo 2014

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Minha Vida É Te Amar

Minha Vida É Te Amar  16/10/13

O mel dos teus lábios saboreio sem nenhuma moderação
O céu com as estrelas me faz viajar em amor eterno, sem medição.
Com abraços fortes e protetores sinto o meu mundo em meus braços
O mundo que sempre amarei e sempre protegerei

Se com palavras eu pudesse expressar o meu amor por você
Com certeza, gastarei mil e um poemas para poder enfim expressar.
Sempre submisso a você, não negarei e nem renunciarei dessa submissão.
Minha vida sem você já não fará sentido, perder você é o meu grande medo.

Entre os beijos e as arengas, estar com você é o momento mais feliz dos meus dias.
Sem vê-la, nem tem sentido ter vivido este dia, meu dia sem você não é completo.
É ao seu lado que tudo tem sentido, é ao seu lado que quero viver o resto da minha vida.


João Gabriel de Almeida Araújo 2013

terça-feira, 16 de julho de 2013

Seu Eu O Meu Mundo

Seu Eu O Meu Mundo  17/07/13


Estar abraçado com você é uma das sensações que mais gosto de sentir
Esquentar o seu corpo e sentir o seu cheiro me faz sentir aconchegado
São momentos especiais para mim, não trocaria por nada
Seu sorriso me faz tão bem, viajo sem ao menos sair do lugar

Nossos beijos, curtos ou longos, não importa qual, sempre me faz sonhar em ficar pra sempre com você
Nossas trocas de olhares, cada olhar traduz o que nunca consigo descrever por palavras
Meus versos são pobres, não chegam a extrair completamente meus sentimentos, mas são verdadeiros
Meus dias sem você não tem graça, as noites sem te ver não deveriam existir

Seu eu é o meu mundo, não tem como viver sem você, estou totalmente submisso
Estar com você é o que eu quero, não deixarei você só
Meu amor imperfeito de plebeu será pra sempre seu

João Gabriel de Almeida Araújo 2013

domingo, 23 de junho de 2013

Mais Um Dia

Mais Um Dia  23/06/13

Queria sentir o vento em minha pele, sentir a calma no ar...
Gostaria de respirar fundo e me sentir a vontade o bastante para dizer um bom dia e receber outro
"Jai Guru Deva" ecoa nos meus ouvidos, talvez seja uma forma minha de fugir da realidade
Minha paz interior está abalada, e a paz mundial? Quando virá?

É preciso muita coragem para se tornar uma pessoa diferente, um ser único
Mas também é preciso muita competência para fazer a diferença
Fazer a diferença e mostrar que as coisas podem ser diferentes
Independente do que seja a situação sempre tem uma saída, sempre existe a chance de mudar

João Gabriel de Almeida Araújo 2012

domingo, 16 de junho de 2013

Tears In My Heart

Tear In My Heart  24/05/11

Sinto as lágrimas dos anjos
Escorrendo em minha epiderme
Me fazendo sentir e ver
O quanto eles estão infelizes por nós.

João Gabriel de Almeida Araújo 2013

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Poucas Palavras

Poucas Palavras  10/06/13


Minha cabeça, minha mente voa, inala inspiração, tiro meus pés do chão
Minha boca, minha voz quer sair, viaja milhas e milhas na tentativa de encontrar ouvintes
Meu pés, minha forma de deslocamento, com eles pretendo ir a terras distantes onde minhas palavras ainda não chegaram
Meus dedos, meu transporte de ideias, com eles faço uma estrada que liga minha mente até o papel...

No meu espírito se extrai minha vontade, força de querer colocar para fora o que precisa ser saído de mim
O trabalho é então feito, com cuidado e carinho, com necessidade ou felicidade
Na espera de que os espectadores estejam aqui para ler, para criticar, para elogiar, enfim, ler a minha alma...

João Gabriel de Almeida Araújo 2013

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Oração do Sertanejo


Oração do Sertanejo

Oh Deus! Será que não ouvistes as minhas preces?
Oro todo dia pedindo que o Senhor molhe essas terras
As lágrimas que chorei poderiam molhar todo o sertão, mas não molham
Meu gado, coitado, de tanta fome cai ao dar seu último suspiro

Oh Senhor! Não vê que estou com fome e não tenho o que comer?
E todas aquelas orações e procissões? Não serviram de nada?
Será que não vê que estamos morrendo aos poucos?
Já não temos mais forças para suplicar...

Oh Deus... Fazei chover nessa terra seca e sem vida
Há muitos sofremos e ninguém vê isso
Será que o Senhor também não vê?

Oh Senhor... Sofro muito com a fome
Fazei crescer o pão de cada dia
Mas sei que minhas preces e minhas lágrimas não valem nada, afinal, quem sou eu? Mais um homem sofredor nesse sertão

João Gabriel de Almeida Araújo
William Ewerton dos Santos

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Escadaria para o Paraíso


Escadaria para o Paraíso  26/01/13

Viagens, viagens, viagens, viajo eu agora...
Sons entram em minha cabeça, eles não saem, perambulam e espalham-se
A pausa de exatos oito minutos e três segundos para mim é o bastante para viajar dentro de mim mesmo por completo
Arranjos calmos, explosões de emoções, meu bem estar...

Cordas ecoam, pratos e percussão conduzem tudo, a voz... que voz, deixa tudo eterno
Os anos passam e o momento nunca deixará de existir, é eterno
A magia do momento é especial, varias coisas passam pela mente, preocupações são no minimo pensamentos relâmpagos
Acordar para a realidade não importa no momento, chegar perto do céu, abraçar as nuvens e sentir-se livre para voar é a melhor coisa para o momento

Isso me faz pensar... isso realmente me faz pensar
E então chega a hora do ápice, é o ponto mais alto, infelizmente logo chegará a hora de acordar
Você será minha para sempre... Todos serão um só...
E até lá continuarei na escadaria para o paraíso a esperar o dia em que seremos livres para sempre...

João Gabriel de Almeida Araújo 2012

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Governo Ilusório

Governo Ilusório  15/01/12

Aborto de ideias revolucionárias...
Mortes de direitos sociais...
Aproveitadores no poder, impotentes em submissão
Pessoas ignorantes não costumam conhecer, nem cobrar seus direitos

Sentimentos superficiais, falas fingidas
Menos investimento na educação, mais fácil de alienar
Ninguém costuma dar ouvidos para a pequena massa que tenta ajudar
E quantas ideias, quantas vidas, quantas famílias foram perdidas...

O sacrifício da massa, infelizmente parece não ter valido a pena
Os sugadores ainda estão no poder e os desinformados na plateia pagando por algo que não tem volta
Até não abrirem os olhos e não lutarem pelos seus direitos nada será feito e ninguém se importará com a situação

João Gabriel de Almeida Araújo 2012

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Tristeza Minha

Tristeza Minha  28/11/12

Versos meus, destino teu
Seu esteriótipo inflamável insiste em me queimar, deixando átomos de cinzas infelizes
Eu e as feridas que você fez... cicatrizes não me deixam esquecer a dor que foi tudo aquilo...
Erros e mais erros, no final, vi que as pessoas podem fingir ser outras...

Lágrimas caem, caem até o chão
Dias chuvosos esses em minha vida, tempestade rotineiras fazem parte de minha vida
Seu sangue frio me faz ter náuseas, me encontro encolhido no canto da parede
Não vejo ninguém, minhas únicas conversas são comigo mesmo, eu e meus pensamentos

Dias melhores virão, sei que o tempo irá curar tudo isso
Infeliz seria eu, seu eu cometesse o mesmo erro, mas não, eu aprendi com a dor
Futuro melhor está para chegar, de braços abertos já estou, na esperança de que o amanhã é outro

João Gabriel de Almeida Araújo 2012

domingo, 21 de outubro de 2012

O inverso do verso feliz


O Inverso do verso feliz  21/10/12

Não sei... quando, pois ou porém
Não sinto o toque, o beijo ou cheiro
Inviável, tão solene, inseparável
Êxtase
Minha mente ao seu encontro, ainda não é o bastante

Necessito o real, algo concreto
Instigante
Os dias passam mas nada parece mudar, parece  nunca acabar
Compreende, peço-vos, não somente ignore

As circunstâncias estão ai, não pode negar, não pode fugir
Estou a te amar e você a mentir.

Vanessa de Oliveira e João Gabriel

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Dor de mim


Dor de mim  21/09/12


Vácuo, vazio, sozinho...
Dia de semana, dia solitário, dia de merda
Vozes, suplicações, meu grito de dor silenciado...

Talvez o amanhã não seja tão esperançoso
Talvez o hoje não foi tão bom quanto deveria
Discussão entre o meu eu me faz refletir sobre esta fase

A falta do que falar nem sempre foi meu ponto fraco
O dia lá fora talvez seja melhor do que acho
Aqui dentro me sinto só, pensante e talvez protegido

Desculpas talvez não sejam aceitas para as pessoas quem esperam muito de mim
Mas já não posso dar tudo de mim, nem sei mais quem eu sou
Chuva de pensamentos cai no telhado de minha mente...
Molha meus sentimentos, me auto-analisando vejo que a vida não é tão simples assim

João Gabriel de Almeida Araújo 2012

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Versos Meus Para Mim


Versos Meus Para Mim


Eu sozinho, pensamentos meus, dores minhas
A solidão alada me leva a lugares que nunca pensei visitar
Um adeus nunca foi temido por mim de tal maneira
Lembranças golpeiam meu coração, chora, dor, ainda dói...

Fugir da dor não dá, ela convive comigo
Dia e noite, pensamentos golpeiam meu coração
O sentimento de abandono me faz tremer de medo
Vida solitária a minha... sempre foi...

Não escrevo pra ti e nem para o mundo, não é isso
Preciso me auto-analisar, ver o que é  a realidade
Eu sozinho, pensamentos meus, dores minhas

João Gabriel de Almeida Araújo 2012

sábado, 1 de setembro de 2012

Ilusões

Ilusões  01/09/12




O vento que soprava não era calmo
A vida não era mais confortável
Tudo se tornara um transtorno, a calma adormecera…
A paz talvez tenha se perdido em uma dessas ventanias

Juventude desanimada sem motivos para ter esperanças
Mostraram-lhe a verdade e isto dói…
Corpos sendo vendidos por umas pedras…
Buscam no pó o conforto temporário que ilude e cega

Fome em terras secas, hipocrisia em casas ricas
Alguns não vêem, outros não sabem mas muitos escodem
Inventam uma sociedade utópica, colocam os problemas em baixo do tapete
Só quem vive sabe a verdade na realidade, poucos são felizes na terra do carnaval

João gabriel de Almeida Araújo 2012

sábado, 25 de agosto de 2012

Pés sujos de lama

Pés sujos de lama  25/08/12




A realidade fere meus olhos e cega a minha felicidade
E tudo é arrancado, acabando com o essencial
Peça por peça, recurso por recurso
E como  em um jogo de xadrez, levamos um xeque-mate…

A cor verde se queimou, o azul desbotou e o amarelo alguém roubou
A frase-núcleo, perdeu sentido, o sentido se perdeu…
O orgulho ferido por palavras falsas
Falso testemunho, todo mundo vê, ninguém crê

Muitos problemas, pouca vontade de resolvê-los
Culpados sendo soltos e inocentes sendo presos
E assim, a cada passo a nossa sociedade de enterra em lama…

João gabriel de Almeida Araújo 2012

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Insegurança


Insegurança  21/08/12

Anos a fio escorregados pelo nervosismo do medo
Mergulhado em um mundo estranho e caótico tento buscar minhas lembranças, mas elas fogem de mim...
Medo e realidade andam de mãos dadas agora na cidade...
A segurança ainda está em falta, é o que os jornais dizem

Cárcere residencial, vida anti-social não é uma escolha agora...
Falta de segurança, vida tomada pelo medo
Talvez haja a esperança... mas quando ela se mostrará?
Chove perdas, chove mortes, chove lágrimas...

Nada é feito, ninguém é suspeito, sociedade e seus defeitos
Caos soa tão alto em alguns ouvidos... Em outros nem é perceptível
A dor de uns não é sentida por todos, só haverá avanço quando todos sentirem, sem dor sem ganho...

João Gabriel de Almeida Araújo 2012

terça-feira, 31 de julho de 2012

Apenas Palavras

Apenas Palavras 31/07/12

Consigo ver ondas sonoras vindo de sua boca pecadora e mentirosa
Ver teu rosto a cada dia que passa me enoja

Mesmo assim não paro de olhar
A historia foi mais forte
A lembrança vem maldosa

Vibrações cravadas em minhas veias me tornam pessimista
Mundo caótico este que me faz estar sozinho no meio da multidão

A noite me odeia e não me deixa dormir
Qual era mesmo a canção?
Qual era mesmo a razão?
Será que existe importância?
Mais onde esta a resposta

Sons no meu paladar, alucinações em meu ouvido, odores no meu olhar
Foi por pouco mas achei que tinha lhe perdido...

Perdido o quê?
Olho os lados, não vejo nada
Já não me preocupo com os acontecidos
Fui pego no ato
Não importa nada do que eu tenha assumido

Contrato fechado, nada mais a fazer
Apenas ver o fim ao anoitecer de mais uma esperança minha
Não importa o que vem ou o que iria vim
Apenas descanso em paz para um velho soldado da vida

Gabriel E Walberto

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Versos gritantes


Versos Gritantes 30/08/11

A minha volta de onde não fui
Pois é, estou voltando mesmo que não tenha partido
Que bom estar de volta, envolvido em seus braços
Você que sempre me acolheu em qualquer hora e lugar

Sentia falta dos momentos que passamos juntos, hoje voltou a ser assim
O que dizer de algo tão bom e gostoso de estar ao lado, assim como você
Você sempre escutou e guardou pra si, os meus versos inaudíveis e gritantes
Que bom saber que sempre me ouvirá mesmo que ninguém queira

Tão bom saber que alguém prestará atenção aos meus verso
Eles que são gritos de choro por abandono
Ainda lembro da agonizante sensação de não ser ouvido
Gritos e gritos que não valem nada se não ouvidos

Mas com você aqui ao lado, coisas minúsculas são grandes
Escreverei muito para você sem medo de não ser valorizado
Sei que sempre me ouvirá, meu atencioso leitor invisível

João Gabriel de Almeida Araújo 2011