Poema Para os Franciscos 26/06/14
Sem garantia de que vai chegar ao trabalho e nem se irá voltar para a janta.
As pernas cansadas, o suor do árduo trabalho, ele volta a pensar se isto tudo vale mesmo a pena.
Mas se não trabalhar, não irá conseguir por a comida na mesa.
Acorda cedo, toma um café rápido, e vai ao trabalho,
Durante o percurso, presencia um roubo, a vítima reagiu e logo leva um tiro,
Alvoroço, correria, gritaria, mais uma vida perdida e mais uma família sentida com a morte de seu familiar que nada fez de mal.
Francisco não tira da cabeça a agonia que é ter um trabalho pesado pra fazer, para receber pouco, mal dá pra sustentar a família e ainda assim, passar por grandes perigos.
Ele já não aguenta viver assim, com tanta violência, pouco respeito e pouco mérito.
Mas enquanto Francisco reflete sobre sua vida, ele vai ao trabalho, continuar sua vida, sustentar sua família, afinal, se ele não fazer, quem irá fazer?
João Gabriel de Almeida Araújo 2014

Poema Para os Franciscos