sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Escadaria para o Paraíso


Escadaria para o Paraíso  26/01/13

Viagens, viagens, viagens, viajo eu agora...
Sons entram em minha cabeça, eles não saem, perambulam e espalham-se
A pausa de exatos oito minutos e três segundos para mim é o bastante para viajar dentro de mim mesmo por completo
Arranjos calmos, explosões de emoções, meu bem estar...

Cordas ecoam, pratos e percussão conduzem tudo, a voz... que voz, deixa tudo eterno
Os anos passam e o momento nunca deixará de existir, é eterno
A magia do momento é especial, varias coisas passam pela mente, preocupações são no minimo pensamentos relâmpagos
Acordar para a realidade não importa no momento, chegar perto do céu, abraçar as nuvens e sentir-se livre para voar é a melhor coisa para o momento

Isso me faz pensar... isso realmente me faz pensar
E então chega a hora do ápice, é o ponto mais alto, infelizmente logo chegará a hora de acordar
Você será minha para sempre... Todos serão um só...
E até lá continuarei na escadaria para o paraíso a esperar o dia em que seremos livres para sempre...

João Gabriel de Almeida Araújo 2012

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Governo Ilusório

Governo Ilusório  15/01/12

Aborto de ideias revolucionárias...
Mortes de direitos sociais...
Aproveitadores no poder, impotentes em submissão
Pessoas ignorantes não costumam conhecer, nem cobrar seus direitos

Sentimentos superficiais, falas fingidas
Menos investimento na educação, mais fácil de alienar
Ninguém costuma dar ouvidos para a pequena massa que tenta ajudar
E quantas ideias, quantas vidas, quantas famílias foram perdidas...

O sacrifício da massa, infelizmente parece não ter valido a pena
Os sugadores ainda estão no poder e os desinformados na plateia pagando por algo que não tem volta
Até não abrirem os olhos e não lutarem pelos seus direitos nada será feito e ninguém se importará com a situação

João Gabriel de Almeida Araújo 2012

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Minha Prisão

Minha Prisão  05/01/12

A vida por um fio, Encontra-se agora em uma linha de perigo
Extremamente delicada e fatal
Entrei em território inimigo, mas uma vez dentro não há como sair
Não existe escapatória, apenas o fim...

Os dias a mais ou a menos que viverei talvez não façam diferença já que o fim já é certo
Deveria ter lutado, ter evitado, mas agora já é tarde demais
Preso nos braços do abismo, a luz já não posso enxergar
A cada minuto a sede, essa sede diferente que me fez entrar nesse buraco

Na busca de ter outras viagens, hoje me perco ao tentar encontrar o meu próprio eu
A curiosidade foi maior do que a razão e agora essas visões me perturbam, não posso fugir, não consigo
Ainda na esperança de alguém querer me ajudar, eu estendo minha mão a cada vulto que passa por mim
Mas o fim parece estar próximo e ninguém parece querer ajudar alguém que já está perdido no pó

Se eu tivesse ouvido as pessoas, se eu tivesse seguido o caminho certo, eu não estaria perdido assim
A dor que sinto por me entregar e me sentir derrotado todo dia me faz afundar cada vez mais no poço
Não consigo ter força de vontade própria para lutar, a cegueira dos vícios não permite que eu me ajude
Talvez chegue o fim antes mesmo que eu tente me ajudar, mas sempre há uma chance para vencer

João Gabriel de Almeida Araújo 2012